Em economia, BRIC é uma sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia, China, que se destacam no cenário mundial como países em desenvolvimento.

O acrônimo foi cunhado e proeminentemente usado pelo economista Jim O'Neill,2 chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs,3 em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRICs".4 5 6 6 O México e a Coreia do Sul seriam os únicos países comparáveis com os países BRIC, de acordo com um artigo publicado em 2005, mas suas economias foram excluídas inicialmente porque já foram considerados mais desenvolvidas.8 O Goldman Sachs argumenta que, uma vez que estão em rápido desenvolvimento, em 2050, o conjunto das economias dos BRICs pode eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo atual. Os quatro países, em conjunto, representam atualmente mais de um quarto da área terrestre do planeta e mais de 40% da população mundial.9 10 O Goldman Sachs não afirma que os BRICs se organizam em um bloco econômico ou uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia.11 No entanto, há fortes indícios de que "os quatro países do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo "seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica."12 13 Em 16 de junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar.14 Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.15


O Goldman Sachs afirma que o potencial econômico do Brasil, Rússia, Índia e China é tamanho que esses países poderiam se tornar as quatro economias dominantes do mundo até o ano 2050. A tese foi proposta por Jim O'Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs.16 Estes países abrangem mais de 25% de cobertura de terra do planeta e 40% da população do mundo, além de possuírem um PIB combinado (PPC) de 18.486 trilhões de dólares. Em quase todos os aspectos, essa seria a maior entidade no cenário internacional. Estes quatro países estão entre os mercados emergentes de maior e mais rápido crescimento econômico.[carece de fontes] Não é a intenção da Goldman Sachs argumentar que esses quatro países são uma aliança política (como a União Europeia) ou algum tipo de associação comercial formal, como a ASEAN. Entretanto, os países BRICs têm tomado medidas para aumentar a sua cooperação política, principalmente como uma forma de influenciar a posição dos Estados Unidos sobre acordos comerciais importantes, ou, através da ameaça implícita de cooperação política, como uma forma de extrair concessões políticas dos EUA, como a proposta de cooperação nuclear com a Índia.[carece de fontes] De acordo com um artigo publicado em 2005, o México e a Coreia do Sul foram os únicos outros países comparáveis ??aos BRICs, mas suas economias foram inicialmente excluídas por serem considerados já mais desenvolvidas, uma vez que já eram membros da OCDE.8 Vários dos mais desenvolvidos países P-11, em particular a Turquia, México, Nigéria e Indonésia, são vistos como possíveis candidatos ao BRICs. Alguns outros países em desenvolvimento que ainda não atingiram o nível econômico dos P-11, como a África do Sul, aspiram o estatuto de BRIC. Os economistas da 2011 Reuters Investment Outlook Summit, realizada nos dias 6 e 7 de dezembro de 2010, rejeitaram a ideia de unir a África do Sul ao BRIC.17 Jim O'Neill, disse à cúpula que ele estava sendo constantemente pressionado sobre o BRIC por vários países. Ele disse que a África do Sul, com uma população de menos de 50 milhões de pessoas, era muito pequena como economia para se juntar aos países BRIC.18 A Goldman Sachs tem argumentado que, uma vez que os quatro países do BRIC estão se desenvolvendo rapidamente, em 2050, suas economias combinadas poderá eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo atual. Estes quatro países, juntos, respondem atualmente por mais de um quarto da área terrestre do mundo e mais de 40% da população mundial.10 19 Sonhando com os BRICs: A caminho de 2050 (2003)[editar]


São Paulo, Brasil.


Moscou, Rússia.


Bombaim, Índia.

Xangai, China. A tese BRIC reconhece que Brasil, Rússia, Índia e China mudaram os seus sistemas políticos para adotar o capitalismo global. A Goldman Sachs prevê que a China e a Índia, respectivamente, vão se tornar os principais fornecedores mundiais de produtos manufaturados e serviços, enquanto Brasil e Rússia se tornarão dominantes da mesma forma como fornecedores de matérias-primas. Note-se que, dos quatro países, o Brasil continua a ser a única nação que tem a capacidade de prosseguir com todos os elementos econômicos, ou seja, fornecendo bens da indústria, serviços e recursos simultaneamente. A cooperação é, portanto, a hipótese de ser o próximo passo lógico entre os BRICs, porque o Brasil e a Rússia formam os fornecedores mais óbvios de commodities para a Índia e a China. Assim, os BRICs têm potencial para formar um bloco econômico poderoso, excluindo os Estados modernos atualmente dominantes, formado pelo "Grupo dos Oito". O Brasil é dominante na soja e no minério de ferro, enquanto a Rússia tem enormes reservas de petróleo e gás natural.20


Após o fim da Guerra Fria, ou mesmo antes, os governos que compreendem todos os BRIC iniciaram reformas econômicas ou políticas para permitir que seus países entrassem na economia mundial. Para competir, esses países têm simultaneamente salientado a educação, o investimento estrangeiro, o consumo interno e o empreendedorismo nacional.20 Relatório de acompanhamento (2004)[editar] A equipe econômica mundial do Goldman Sachs divulgou um relatório de acompanhamento ao seu estudo incial sobre os BRICs em 2004. O relatório afirma que nos países BRIC, o número de pessoas com renda anual superior a um limite de 3.000 dólares, vai duplicar em número dentro três anos e chegar a 800 milhões de pessoas dentro de uma década. Este relatório prevê um aumento maciço no tamanho da classe média nesses países. Em 2025, calcula-se que o número de pessoas nas nações BRIC ganhando mais de 15 mil dólares pode chegar a mais de 200 milhões. Isso indica que um aumento enorme na demanda não será restrito aos bens básicos, mas terá impacto em bens mais caros também. Segundo o relatório, a China em primeiro lugar e, em seguida, uma década depois, a Índia vão começar a dominar a economia mundial.20


No entanto, apesar do crescimento, balançando tão decisivamente para as economias do BRIC, o nível de riqueza média dos indivíduos nas economias mais avançadas vai continuar a superar em muito a média econômica dos BRICs. O Goldman Sachs estima que em 2025 a renda per capita nos seis países mais populosos da UE vai ultrapassar os US$ 35.000, enquanto que apenas cerca de 500 milhões de pessoas nas economias do BRIC terão níveis de renda semelhante.20 O relatório destaca também a grande ineficiência da Índia no consumo de energia e menciona a dramática sub-representação destas economias nos mercados mundiais de capitais. O relatório também enfatiza as enormes populações que existem no seio das nações BRIC, o que torna relativamente fácil que a riqueza agregada desses países supere a do G7, enquanto os níveis de renda per capita ainda serão muito inferiores do padrão dos países industrializados atuais. Este fenômeno também afeta os mercados mundiais, visto que as corporações multinacionais tentarão tirar proveito dos enormes mercados potenciais nos países do BRIC, produzindo, por exemplo, carros muito mais baratos e outros produtos manufaturados a preços acessíveis para os consumidores dentro dos BRICs, em vez dos modelos de luxo que atualmente trazem mais renda para os fabricantes de automóveis. Índia e China já começaram a fazer sentir a sua presença nos serviços e na indústria transformadora, respectivamente, no cenário global. As economias desenvolvidas do mundo já notaram esse fato.20


Cultura popular e gastronomia

Há mais de 160 diferentes grupos étnicos e povos indígenas na Rússia.[37] Os russos étnicos com suas tradições eslavas ortodoxas, os tártaros e bashkires com a sua cultura turco-muçulmana, os nômades budistas buriates e calmucos, os povos xamânicos do Extremo Norte e da Sibéria, os montanheses do Cáucaso do Norte e os povos fino-úgricos da Região Noroeste e da Região do Volga, todos contribuem para a diversidade cultural do país. O artesanato, como os brinquedos matrioshka e dymkovo, khokhloma, gzhel e a miniatura de palekh, representam um importante aspecto da cultura popular russa. Roupas étnicas russas incluem o kaftan, kosovorotka e ushanka para os homens, sarafan e kokoshnik para mulheres, com lapti e valenki como sapatos comuns. As roupas dos cossacos do sul da Rússia incluem a burka e papaha, que partilham com os povos do Cáucaso do Norte. A culinária russa utiliza muitos peixes, aves, cogumelos, frutos e mel. As culturas de centeio, trigo, cevada e milho fornecem os ingredientes para vários tipos de pães, panquecas e cereais, bem como para kvas, cerveja e vodka. O pão de centeio é bastante popular na Rússia, em comparação com o resto do mundo. Saborosas sopas e guisados incluem borsch, shchi, ukha, solyanka e okroshka. Smetana (um creme azedo) é frequentemente adicionado a sopas e saladas. Pirozhki, blini e syrniki são tipos nativos de panquecas. Frango Kiev, pelmeni e shashlyk são populares pratos de carne, os dois últimos com origem nos tártaros e Cáucaso, respectivamente. Saladas incluem a salada russa, vinagrete e a Sel'd' Pod Shuboi. O vários grupos étnicos da Rússia têm tradições distintas de música folclórica. Instrumentos musicais étnicos típicos do país são gusli, balalaika, zhaleika e garmoshka. A música popular teve grande influência nos compositores clássicos russos e nos tempos modernos é uma fonte de inspiração para uma série de bandas folclóricas mais populares, incluindo a Melnitsa. Canções populares russas, assim como canções patrióticas soviéticas, constituem o grosso do repertório do renome mundial da Assembleia Alexandrov e outros conjuntos populares. Os russos têm muitas tradições, incluindo a lavagem em banya, um banho de vapor quente semelhante à sauna.[149] Folclore russo antigo tem suas raízes na religião pagã eslava. Muitos contos de fadas russos e épicos bylinas foram adaptados para filmes por diretores de destaque, como Aleksandr Ptushko e Aleksandr Rou. Poetas russos, incluindo Pyotr Yershov e Leonid Filatov, fizeram uma série de bem conhecidas interpretações poéticas dos contos de fadas clássicos.

Arquitetura

Desde a cristianização do Principado de Kiev, por várias eras a arquitetura russa foi influenciada, principalmente, pela arquitetura bizantina. Além de fortificações (kremlins), os edifícios de pedra da antiga Rússia eram as igrejas ortodoxas, com suas cúpulas, muitas vezes, douradas ou pintadas. Aristóteles Fioravanti e outros arquitetos italianos do Renascimento trouxeram novas tendências para a Rússia no século XV, enquanto o século XVI viu o desenvolvimento das igrejas em forma de tenda,[150] que culminaram na Catedral de São Basílio. Nessa época o projeto de cúpula acebolada também foi totalmente desenvolvido.[151] No século XVII, o "estilo fogo" de ornamentação floresceu em Moscou e Yaroslavl, gradualmente pavimentando o caminho para o Barroco Naryshkin da década de 1690. Após as reformas de Pedro, o Grande, a mudança de estilos arquitetônicos na Rússia geralmente seguiam os da Europa Ocidental. O século XVIII foi marcado pela preferência à arquitetura rococó e levou à obras ornadas por Bartolomeo Rastrelli e seus seguidores. O reinado de Catarina, a Grande e seu neto, Alexandre I, viu o florescimento da arquitetura neoclássica, principalmente na então capital do país, São Petersburgo. A segunda metade do século XIX foi dominada pelo estilo Neobizantino e pelo "Revival Russo". Os estilos predominantes do século XX foram os da Art Nouveau, do Construtivismo e da Arquitetura Stalinista. Em 1955, um novo líder soviético, Nikita Kruschev, condenou os "excessos" da antiga arquitetura acadêmica,[152] e o final da era soviética foi dominado pelo funcionalismo na arquitetura. Isso ajudou, em parte, a resolver o problema da habitação, mas criou uma grande quantidade de edifícios de baixa qualidade arquitetônica, em contraste com os suntuosos estilos anteriores. A situação melhorou nas últimas duas décadas. Muitos templos demolidos nos tempos soviéticos foram reconstruídos e esse processo continua, juntamente com a restauração de vários prédios históricos destruídos na Segunda Guerra Mundial. Um total de 23.000 igrejas ortodoxas foram reconstruídas entre 1991-2010, o que efetivamente quadruplicou o número de igrejas que operam na Rússia.

Música e dança

A música da Rússia do século XIX foi definida pela tensão entre o compositor clássico Mikhail Glinka, junto com seus seguidores, que abraçou a identidade nacional russa e adicionou elementos religiosos e populares em suas composições, e a Sociedade Musical Russa, liderada pelos compositores Anton e Nikolai Rubinstein, que eram musicalmente conservadores. A tradição posterior de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, um dos maiores compositores da era romântica, foi continuada no século XX por Sergei Rachmaninoff.[154] Compositores de renome mundial do século XX incluem também Alexander Scriabin, Igor Stravinsky, Sergei Prokofiev, Dmitri Shostakovich e Alfred Schnittke. Os conservatórios russos geraram gerações de solistas famosos. Entre os mais conhecidos estão os violinistas David Oistrakh e Gidon Kremer; o violoncelista Mstislav Rostropovich; os pianistas Vladimir Horowitz, Sviatoslav Richter e Emil Gilels; e os vocalistas Feodor Chaliapin, Galina Vishnevskaya, Anna Netrebko e Dmitri Hvorostovsky.[155] No início do século XX, os dançarinos russos de balé Anna Pavlova e Vaslav Nijinsky alcançaram a fama. O empresário Sergei Diaghilev e as viagens ao exterior da sua companhia, a Ballets Russes, influenciaram profundamente o desenvolvimento da dança no mundo inteiro.[156] O balé soviético preservou e aperfeiçoou as tradições do século XIX[157] e as escolas de coreografia da União Soviética produziram muitas estrelas de renome internacional, como Maya Plisetskaya, Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov. O Balé Bolshoi, em Moscou, e o Balé Mariinsky, em São Petersburgo, tornaram-se famosos em todo o mundo.[158] O rock russo moderno tem suas raízes tanto no rock and roll, quanto no heavy metal ocidental, e nas tradições dos poetas russos da era soviética, como Vladimir Vysotsky e Bulat Okudzhava.[159] Entre os grupos de rock russos mais populares incluem-se Mashina Vremeni, DDT, Akvarium, Alisa, Kino, Kipelov, Nautilus Pompilius, Aria, Grazhdanskaya Oborona, Splean e Korol i Shut. A música pop russa se desenvolveu do que era conhecido nos tempos soviéticos como "estrada", para uma indústria de pleno direito, com alguns artistas a ganhar reconhecimento internacional amplo, como t.A.T.u. e Vitas.

Literatura e filosofia

A literatura russa é considerada uma das mais influentes e desenvolvidas do mundo, contribuindo com muitas das mais famosas obras literárias da história. No século XVIII o seu desenvolvimento foi impulsionado pelos trabalhos de Mikhail Lomonosov e Denis Fonvizin e no início do século XIX uma moderna tradição nativa surgiu, produzindo alguns dos maiores escritores de todos os tempos. Este período, também conhecido como a "Idade de Ouro da poesia russa", iniciou-se com Alexander Pushkin, que é considerado o fundador da literatura russa moderna e muitas vezes descrito como o "Shakespeare Russo."[160] Esse período prosseguiu pelo século XIX com a poesia de Mikhail Lérmontov e Nikolai Nekrasov, os dramas de Aleksandr Ostrovsky e Anton Chekhov e a prosa de Nikolai Gogol e Ivan Turgenev. Leo Tolstoi e Fiodor Dostoievski, em particular, são figuras "titânicas" da literatua, a tal ponto que muitos críticos literários têm descrito um ou o outro como o maior escritor de todos os tempos.[161][162] Por volta de 1880, a idade dos grandes romancistas acabou, enquanto os contos e a poesia se tornaram os gêneros dominantes. As próximas décadas ficaram conhecidas como a "Era de Prata da poesia russa", quando o realismo literário anteriormente dominante foi substituído pelo simbolismo. Os principais autores desta época incluem poetas como Valery Bryusov, Vyacheslav Ivanov, Aleksandr Blok, Nikolai Gumilev e Anna Akhmatova e romancistas como Leonid Andreiev, Ivan Bunin e Maxim Gorky. A filosofia russa floresceu no século XIX, quando foi definida inicialmente pela oposição dos "ocidentalistas", que defendiam o modelo político e econômico ocidental, e os "eslavófilos", que insistiam no desenvolvimento da Rússia como uma civilização única. Este último grupo inclui Nikolai Daniliévski e Konstantin Leontiev, os fundadores do eurasianismo. Na desenvolvimento da sua filosofia, a Rússia sempre foi marcada por uma profunda conexão com a literatura e o interesse pela criatividade, sociedade, política e nacionalismo; o cosmismo russo e a filosofia religiosa eram outras áreas importantes. Notáveis filósofos do fim século XIX e início do século XX incluem Vladimir Soloviov, Sergei Bulgakov e Vladimir Vernadsky. Após a Revolução Russa de 1917, muitos escritores e filósofos proeminentes deixaram o país, incluindo Ivan Bunin, Vladimir Nabokov e Nikolai Berdyayev, enquanto uma nova geração de autores talentosos se uniram em um esforço para criar uma cultura distinta da cultura da classe trabalhadora do novo Estado Soviético. Nos anos 1930, a censura sobre a literatura foi reforçada em consonância com a política do realismo socialista. Desde o final dos anos 1950, as restrições contra a literatura foram relaxadas e nas décadas de 1970 e 1980, os escritores russos cada vez mais ignoravam as orientações oficiais. Os principais autores da era soviética incluem os romancistas Yevgeny Zamyatin, Ilf e Petrov, Mikhail Bulgakov e Mikhail Sholokhov e os poetas Vladimir Maiakovski, Yevgeny Yevtushenko e Andrei Voznesensky.

Teatro e cinema

O teatro russo é, sem dúvida um dos mais ricos do mundo, devido à sua quantidade de dramaturgos, escritores e peças de teatro. Pensa-se que os russos são aqueles que mais vão ao teatro em todo o mundo. Um dos maiores símbolos do teatro russo é o Teatro Bolshoi em Moscovo, onde são representadas inúmeras peças de teatro russas ou estrangeiras, além de ballet e ópera. O teatro russo começa desde muito cedo, antes da dinastia Romanov, onde se usavam marionetas e música tradicional. O cinema surgiu na Rússia com os irmãos Lumière durante o fim da era czarista, quando estes exibiram filmes em São Petersburgo e Moscovo no ano de 1896. Aleksandr Drankov foi o primeiro realizador russo ao produzir Stenka Razin. Durante a I Guerra Mundial, muitos foram os filmes produzidos sobre a guerra revelando ideias antigermânicas. Sob a URSS, os filmes foram produzidos de forma condicionada o regime em vigor. Apenas as línguas oficiais da União eram aceites. Com a criação do programa espacial soviético, muitos filmes da URSS basearam-se em ficção científica como Solaris. Para muitos, o maior cineasta da era soviética foi Serguei Mikhailovitch Eisenstein. No fim do século XX e início do século XXI, ou seja, depois da era da URSS, o cinema russo sofreu um golpe na qualidade dos seus filmes e muito poucos eram produzidos. Um dos filmes mais famosos e aceite pela crítica foi o Barbeiro da Sibéria (1998).

Pintura

A pintura na Rússia tem uma história demarcada por cinco fases bem distintas. Inicia na cristianização do Khaganato de Rus, ocorrida em torno de 860, quando o intercâmbio cultural com o Império Bizantino levou para lá a tradição da pintura de ícones. Essa tradição, toda voltada para a religião, constituiu a única manifestação em pintura na Rússia até a ocidentalização do país no século XVIII por Pedro, o Grande, quando em menos de meio século formou-se uma escola de pintura toda nova, de caráter profano, e correlacionada ao fim do Barroco que se desenvolvida no resto da Europa. Integrando-se à evolução geral da arte européia desde então, a pintura russa teria um momento de destaque e daria uma importante contribuição própria à arte ocidental por ocasião da emergência das vanguardas no início do século XX, quando pintores como Kandinsky e Malevich seriam os precursores dos movimentos abstratos na pintura. Quando a Rússia foi socializada em 1917, os pintores foram obrigados pelo Estado a seguir uma estética figurativa populista, originando o estilo conhecido como Realismo Socialista, que só perderia força com a progressiva liberalização do regime político local no fim do século XX, quando um grupo de artistas do underground iniciou um movimento de contestação das fórmulas da arte oficial e introduziria conceitos contemporâneos na pintura russa, diversificando enormemente seus horizontes.

Desporto/Esportes

Desde já, o país tem uma das maiores federações olímpicas do mundo. O comité olímpico russo conta com inúmeros atletas. Natação, atletismo, judo são apenas alguns exemplos de modalidades olímpicas praticadas na Rússia. Nos Jogos Olímpicos de 2004, a Rússia mandou uma comitiva muito grande arrecadando um total de 92 medalhas (3.º lugar). Dentre os atletas destacados, encontram-se o corredor Yuriy Borzakovskiy, o ciclista Mikhail Ignatyev, a ginasta Alina Kabaeva, o corredor Denis Nijegorodov, a saltadora Svetlana Feofanova, além de uma das principais atletas do país, Yelena Isinbayeva, dona de muitos recordes mundiais no salto com vara. Após a Rússia - ainda no tempo da URSS - ter recebido os Jogos Olímpicos de 1980, outra cidade russa foi escolhida para acolher os jogos: Sochi vai receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.[164]

O ténis profissional na Rússia, embora grandes atletas se tenham vindo a revelar, é recente. Contudo, a Rússia conta com cerca de dez tenistas olímpicos, como Andrei Cherkasov, Elena Dementieva, Maria Sharapova, Yevgeny Kafelnikov, Anastasia Myskina, Marat Safin, Mikhail Youzhny, Nikolay Davydenko, Svetlana Kuznetsova e a ex-tenista Anna Kournikova. Outro grande destaque é o patinador de gelo mais famoso do mundo, com o maior número de títulos da categoria, Evgeni Plushenko. O futebol também ocupa uma posição de destaque, graças às equipas que constituem a liga principal de futebol russo; as mais conhecidas são as moscovitas Spartak, o CSKA, o Dínamo de Moscovo, o Lokomotiv, além do FC Zenit São Petersburgo. Em 2006, o campeão da primeira liga russa foi o FC Zenit São Petersburgo. Diversas equipas russas tiveram participação na Taça UEFA e na Liga dos Campeões; o CSKA venceu a Taça UEFA em 2005 e o FC Zenit São Petersburgo em 2008, além de a equipe de São Petersburgo, ter feito história ao levantar a Supercopa da Europa, no mesmo ano. Em relação às principais competições internacionais entre selecções nacionais, a selecção de futebol da Rússia nunca teve um desempenho muito marcante, embora muito recentemente, no Euro 2008 tenha logrado atingir as meias finais da competição, eliminando a Holanda, tendo sido no entanto derrotada por 3-0 pela selecção detentora do título, a sua congénere espanhola. Em 2 de dezembro de 2010 o país foi escolhido como sede da Copa do Mundo FIFA de futebol em 2018.